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"A oração não é um dever imposto. Não é um exercício
preparatório para o apostolado. A oração é a primeira
necessidade do homem e a alegria de sua vida"
(LOCHET, Christus, 19,55).


Santa Teresinha

“O martírio, eis o sonho da minha juventude. Este sonho cresceu comigo nos claustros do Carmelo... meu sonho é uma loucura, pois não me limito a desejar um gênero de martírio. Para satisfazer-me precisaria de todos”
(Vida 245)

“A todos os êxtases, prefiro o sacrifício”.
“A felicidade consiste no sofrimento, e sofrimento sem consolação”
(Carta 50).



Santa Maria Cecília
"Ele abraçou-a com ardor apaixonado. Ele amou-a com loucura. E isto por nós. E quando ele nos apresenta uma parcela desta riqueza mística, nós hesitamos em estender a mão. !"


Jesus a Santa Angela de Foligno:

“Vinde pois, filhos de Deus, ao pé da cruz, e transformai-
vos com todo o esforço neste homem-Deus martirizado
por nosso amor. Vinde, contemplai esta cruz... lede
o livro da vida”.

São Paulo não somente se consagra a si próprio
como vítima de expiação, mas anda à procura de outras vítimas, e faz um convite geral a todos os cristãos.:

Rm 12,1: “Rogo-vos, pela misericórdia de Deus, que oferteis os vossos corpos em holocausto
a Deus”. Novamente em Ef 5,2: “Sigamos o exemplo de Cristo, que nos amou e se entregou a Deus por
nós, como oblação e sacrifício de suave odor”.

“Os que são de Cristo, crucificaram seu corpo” (Gl 5,24; Rm 6,6).

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Todo sofrimento é um apelo de Deus que nos diz:
“Homem, teus caminhos não são bons; volta!” Ou o sofrimento é uma saudação de Deus que nos diz: “Quero tornar-te melhor do que és; quero transformar-te numa obra de arte, digna de enfeitar o paraíso celeste”. Ou é um convite a sofrer pelos outros; sofrer em substituição ou procuração por algum seu próximo ou remoto.

O Magistério da Igreja Católica explicou e recomendou aos fiéis o desagravo, a expiação e a reparação em quatro encíclicas.
Miserentíssimus Redemptor, 1928: “A tarefa da expiação suplente é de todo o gênero humano”. Portanto, não só os místicos, mas todos os cristãos comuns podem e devem oferecer a Deus desagravo pelos pecados da humanidade.
As graças do corpo místico de Jesus são bens comuns, intercomunicáveis (3, 69). Ou seja, o sofrimento e oração de um católico, os outros aproveitam.


Padre Nadal pergunta a Sto. Inácio qual o meio mais rápido para atingir a perfeição e a santidade. E a resposta: “Mestre Nadal, pedi a Deus que vos faça a graça de sofrer muito por seu amor.”


“Após a minha primeira comunhão, senti nascer em meu coração um grande desejo de sofrer... O sofrimento tornou-se meu atrativo; arrebatava-me. Até então, tinha sofrido sem amar o sofrimento. A partir deste dia, senti por ele um verdadeiro amor. Senti também o desejo de amar unicamente a Deus; de não encontrar alegria senão nele. Muitas vezes, após minhas comunhões, repetia as palavras da Imitação (3,26): ó Jesus, doçura inefável, mudai para mimem amargura todas as consolações da terra!”
(Vida 109).

“Só há uma coisa a fazer durante a noite desta vida, a única noite que só virá uma vez: amar a Jesus com toda a força do coração e salvar-lhe almas, para que ele seja amado” (Carta 74)

Regina Consolata, +1916
“Não podes acreditar, minha esposa, quanto prazer eu sinto na companhia das minhas criaturas. Ando à procura de corações que me amem. E como acho poucos, derramo sobre este pequeno número a plenitude de minhas graças. Amo tanto as almas que ficam fiéis. Benigna, se soubesses a fome que tenho de ser amado pelas almas! Eu as amo e não sou amado tanto quanto desejo.
O mundo não acredita neste meu desejo. Mesmo os que acreditam, acreditam pouco. Eu queria falar a todos os corações, mas não me querem escutar. Quando encontro um que se abre às minhas graças, a este coração eu inundo.”


Santa Maria Cecília

"Eu queria fazer compreender a todas as almas o valor da cruz. A dor moral ou física é uma mina de ouro inesgotável...
Se soubéssemos o peso de amor infinito que cada uma de nossas cruzes encerra, não poderíamos nem de dia nem de noite cessar de oferecer a Deus súplicas ardentes para recebê-las, e de dirigir agradecimentos delirantes para agradecê-las. Se compreendêssemos o valor de nossas cruzes, estaríamos paralisados de alegria e de felicidades ao recebê-las.!"

Irman Gertrudes Maria, +1908

Jesus disse: “Meu amor transborda. As almas abandonam-me.
Então, indenizo-me junto das almas fiéis. Oh! não se conhece, não se compreende meu amor pelos pequenos e fracos! Oh! quanto amo estas almas simples que só pensam em agradar-me”.
Jesus: “Uma alma que me ama de verdade nunca julga sofrer demais por mim”. “O que mais me glorifica é não deixar nem que desconfiem que sofres”.